5/9 – A Cidade Constitucional – parte 2

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atualizado 26 outubro 2016 Deixar comentário

por Marisa Veiga

Mais uma vez a poltrona do ônibus foi uma cama. Neste caso para aquela cesta pós almoço na viagem entre a ESAF e o prédio da Receita Federal.

Em um pequeno auditório aguardamos alguns minutos o início da atividade. Percebi a diferença de temperatura entre a rua e aquele auditório com ar condicionado. “Da próxima vez tenho que carregar um agasalho ou ficarei doente”.

O professor Marcelo, grande idealizador de todo o projeto, ficou em pé, o que é suficiente para chamar a atenção de todos os alunos por conta da sua estatura, e apresentou um homem chamado Antônio Baltazar, coordenador geral de Atendimento e Educação Fiscal.

Antônio preferiu não usar microfone. O tom de voz dele era audível, mas não prendia a atenção por si. Contudo o assunto e a forma como foi abordado foi suficiente para que ficássemos atentos.

As minhas expectativas frustradas da última palestra da manhã foram compensadas durante a tarde. De forma absolutamente tranquila fomos instigados a pensar em possibilidades de financiamento de políticas públicas além da tributação e levados a constatar a importância da arrecadação de impostos para a manutenção de provisão de direitos pelo Estado.

Foi também possível uma reflexão histórica sobre a evolução do papel do poder público como provedor de políticas públicas e como a estruturação da tributação influencia o comportamento das pessoas e a partir disso confirmamos como é importante que a população tenha clareza sobre os processos de arrecadação e gastos das esferas do governo.

Apesar de não concordar em muitos pontos com o Antônio, foi um alívio e uma alegria poder refletir mis profundamente ao ponto de conseguir discordar.

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Nossa passagem pela aduana do aeroporto de Brasília, para uma aspirante a mochileira como eu, foi muito instigante.
Entre o portão de carga e descarga e o portão de desembarque de voos internacionais do Aeroporto de Brasília, três coisas me surpreenderam. A primeira foi o tamanho, que considerei pequeno, do depósito de encomendas e produtos que são recebidos no país pelo aeroporto. Tal fato foi explicado indiretamente com a fala de um guia (cujo nome não me recordo) que informou que os carregamentos não permaneciam ali muito tempo, graças ao trabalho da aduana os despachos eram feitos rapidamente.

O segundo aspecto que me surpreendeu foi a exposição dos procedimentos para entrada de bagagem de viagens internacionais. A importância essencial de alguns processos e a delicadeza e subjetividade de outros que podem acabar dependendo da discricionariedade do agente público da situação.

O último e menos positivo ponto de surpresa foi a fala do policial federal que nos explicou procedimentos de identificação de contrabando de produtos ilegais. Tive a percepção que esta parte do processo é muito mais focada em punir do que em promover o bem comum. Essa foi minha percepção pessoal e bastante subjetiva, nada científica ou técnica.

Terminei minha visita ao aeroporto de Brasília com a degustação, no saguão principal, de uma amostra grátis de biscoito de castanha do Pará, que, aliás, estava uma delícia.

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Imagens deste diário

    

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